Pior ainda é que Passos Coelho, líder do Governo apoiado por dois partidos que manteriam eleitores suficientes para encherem muitas vezes o Terreiro do Paço – nem que fosse pela falta de alternativa credível –, tenha chegado a dizer que, a bem da contenção do desemprego, Portugal poderia reduzir o valor do salário mínimo, seguindo o precedente da República da Irlanda. Esqueceu-se de acrescentar que aqueles que menos recebem na terra dos trevos levam para casa quase três vezes mais do que os seus homólogos de infortúnio neste país à beira-mar plantado. Se é verdade que os trabalhadores são um dos encargos mais pesados para qualquer empresa digna desse nome, isso decorre da pesada carga fiscal que incide sobre as remunerações e não daquilo que às vezes mais parece um salário mísero nacional.
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