Parece obsceno que jogadores pagos a peso de ouro batam o pé por causa de dinheiro. No entanto, convém lembrar que a satisfação com um ordenado não depende somente da quantia envolvida. Factores adicionais, como a justiça da distribuição do bolo, contam muito.
Neste aspecto, o sistema salarial da NBA tem sido exemplo de justiça distributiva, pois envolve a partilha de lucros. A venda de bilhetes e camisolas, os contratos televisivos e outros são partilhados entre jogadores e patrões. Mas o acordo em vigor expirou em Julho, e os donos das equipas querem reduzir de 57% para 40% a fatia dos jogadores. Mais: querem congelar esse valor por dez anos
O argumento mais habitual hoje em dia para justificar a contenção de vencimentos é "estamos em crise". Na NBA não é diferente.
Só que, como todos sabemos, quem assim se empenha em lembrar a crise não tem por hábito impor a si mesmo os sacrifícios necessários para a superar.
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