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A bonita cerimónia, que teve lugar num local tão marcadamente histórico, trouxe-me à lembrança a nossa tradição duradoura de cooperar como aliados fiáveis, tradição essa que teve início há mais de duzentos anos, quando Portugal esteve entre as primeiras nações a reconhecer a nossa incipiente democracia. Como novo embaixador da América em Portugal, tenho orgulho em continuar essa tradição.

As recentes eleições primárias nos Estados Unidos concentraram a atenção dos media de todo o Mundo na nossa eleição presidencial. Mas a verdade é que ainda faltam dez meses para a eleição, o Presidente Bush permanece à frente do país e há muitos desafios prementes que devem ser enfrentados. De igual modo, o final da bem sucedida presidência portuguesa da União Europeia não significa que essas questões tenham deixado de ter importância, num momento em que a UE continua a sua reforma interna e a intervir nas questões mundiais.

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Ocorreu uma mudança dramática e inegável na relação global entre a Europa e a América. A aliança EUA-Europa centra-se agora não na resolução das divisões da Europa, como aconteceu durante o século XX, mas antes no que devemos fazer juntos para permanecer activos à volta do Mundo.

Qual a melhor forma de lidar com a independência do Kosovo, com o empenhamento da NATO no Afeganistão; como conseguir progressos no Iraque, no Irão e no processo de paz para o Médio Oriente são tudo questões da esfera internacional a que teremos de responder nos próximos meses.

Este é também um momento estimulante para ambos os continentes. Um tempo de esperança e cooperação, estando os nossos governos e sociedades empenhados em unir esforços para debelar problemas globais como as alterações climáticas, a sida/HIV, o terrorismo e o crime transnacional, incluindo o tráfico de pessoas e narcóticos.

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Os verdadeiros aliados podem discordar em alguns assuntos mas, porque são amigos, falam sobre essas diferenças e, no final do dia, continuam amigos. Seja em Lisboa, em Washington ou algures a meio caminho, os nossos dois governos continuam a cooperar em vários assuntos que afectam os EUA, Portugal, a UE e o Mundo.

Não importa onde vivam, as pessoas querem ter o direito de falar livremente; de escolherem quem as governa; de venerarem o deus que entenderem; de educarem os seus filhos sem diferença de géneros; de possuírem bens e de desfrutarem dos lucros do seu trabalho. Estes valores de liberdade são verdadeiros e adequados a todas as pessoas em todas as sociedades – e o dever de proteger esses valores é um dos laços que mantêm a cooperação estreita entre as nossas democracias. Será pois com optimismo que durante os próximos meses me dedicarei a aprofundar as nossas relações com o Governo e o povo de Portugal.

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