O nosso concorrente ‘Expresso’, o jornal mais vendido em Portugal a seguir ao Correio da Manhã, publicou ontem uma sondagem que dá o PS de novo à frente das intenções de voto. O trabalho de campo é já do mês de maio, pelo que a rapidez e o frenesim dos eventos políticos retira muita da importância a este estudo. Porém, uma coisa volta a ficar clara: tal como ontem foi aqui sublinhado, o tema da TAP não é tão relevante como certa classe política imagina.
Relevante, quem sabe se determinante, será o resultado das eleições europeias, daqui por um ano, pelo que é fundamental analisar a estratégia que os dois maiores partidos podem utilizar a partir de agora, livres que estão do escândalo que os tem condicionado nos últimos meses. Para o PSD, é hora de apresentar finalmente uma série de propostas setoriais sobre temas da vida real. Os portugueses querem saber como pensa Montenegro baixar os impostos, dignificar a saúde, melhorar a educação, combater o custo de vida.
Já o PS irá preparar esse grande embate de junho do próximo ano, acentuando a comunicação sobre os sucessos da macroeconomia. O défice, a dívida e o crescimento económico fazem de Fernando Medina a melhor jogada de Costa para as europeias. Até porque esse seria o pretexto ideal para remodelar o Governo sem que parecesse que estava a dar o braço a torcer.
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