Carlos Rodrigues

Diretor

Bilhete Postal

13 de fevereiro de 2025 às 00:32
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A remodelação governamental que já todos esperávamos desde, pelo menos, o final da semana passada, foi oficializada ontem à noite, e acabou por revelar-se um movimento político um tudo-nada bizarro. Forçada pela saída de Hernâni Dias, governante que se demitiu por causa da criação de duas empresas na sua área de atuação, a mudança nos ministérios restringiu-se à saída de outros 5 secretários de Estado, e à consequente entrada de 6 novos nomes. Nenhuma das áreas mais polémicas da governação foi alterada, nem sequer a saúde, onde o prenúncio de afinações na equipa era mais audível. Além disso, não saiu nenhum ministro, nem sequer aquele que já todo o Governo sabe que vai concorrer à autarquia do Porto, Pedro Duarte, que assim decide manter-se na governação até mais perto das eleições municipais.

Tudo isto significa que Luís Montenegro não quis, ou não pôde, por falta de alternativas, mudar substancialmente a sua equipa executiva. Significa também que haverá em breve outra mexida, nem que seja limitada ao tema da corrida à Câmara do Porto.

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Finalmente, o primeiro-ministro assume que vai sustentar politicamente mesmo as áreas mais frágeis da governação, algo que talvez se justifique pela suspensão do tempo político que se vive atualmente em Portugal, movimento forçado pela antecipação do ciclo político das presidenciais.

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