Há um fantasma a espalhar-se por todo o Ocidente, e esse fantasma é o receio de que os Estados Unidos estejam num processo acelerado de destruição do Mundo. Pelo menos na versão que dele conhecemos, e que tem dado origem a uma certa forma de vida nas últimas décadas, e a um certo equilíbrio universal, isso parece mais que certo. Trump não deixa pedra sobre pedra. Seja por total desconhecimento das regras mais basilares, incluindo a própria matemática, seja por cegueira ideológica, há um vento de caos e desordem que sopra a partir de Washington e que está a deixar a generalidade das chancelarias em guarda.
Como ainda ontem me dizia um grande estadista português, “pior do que os governantes americanos que não sabem o que estão a fazer, são aqueles que sabem perfeitamente, e acham que está bem assim.”
Não me cansarei de dizer que a grande esperança chama-se construção europeia. Quando a irracionalidade toma conta dos sistemas, há sempre uma espécie de toque a reunir que une mentes e espíritos muito diversos, juntos pela simples necessidade de sobrevivência e de salvaguarda da vida e das instituições. Nós, europeus, estamos nesse momento. Trata-se de defender apenas o mínimo denominador comum? Nos momentos-chave da História é essencial distinguir o essencial do acessório.
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