Carlos Rodrigues
Diretor"A ação da PJ merece ser elogiada. Com a democracia não se brinca"
19 de junho de 2025 às 00:32Fruto de uma investigação minuciosa, ao longo de, pelo menos, 4 anos, a Judiciária desmantelou um grupo extremista que planeava subverter o regime, assaltar o Parlamento e atentar contra a vida de políticos e de outras entidades do Estado.
Quatro suspeitos, incluindo um profissional da PSP, ficaram em prisão preventiva, indiciados por terrorismo, e outros dois estão obrigados a apresentações periódicas.
O perigo que representa este tipo de grupos radicalizados, por mais inorgânicos que sejam, não pode ser desvalorizado. Trata-se de uma séria ameaça ao Estado de Direito democrático, um dos principais patrimónios coletivos de uma sociedade livre e moderna como a nossa, em que todos os cidadãos são iguais perante a lei.
Desvalorizar o risco contribui para o agravar, porque o sentimento de impunidade impõe o princípio da relatividade moral, sempre pernicioso.
A ação desenvolvida pela PJ merece, por isso, um elogio público e entusiástico, cabendo agora à justiça apurar as responsabilidades de cada suspeito, e punir os culpados de forma exemplar.
No seu estatuto editorial, o Correio da Manhã pugna sem hesitações por uma sociedade livre e plural, e tem na Declaração Universal dos Direitos do Homem e na Constituição da República Portuguesa os pilares fundamentais da ação jornalística.
Com a democracia não se brinca.
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