Carlos Rodrigues
Diretor"Aplauso: Seguro quer fazer dos jovens os guardiões da democracia"
27 de abril de 2026 às 00:32De ano para ano tem-se verificado uma adesão entusiástica crescente a todas as celebrações do 25 de abril. Os portugueses gostam verdadeiramente do 25 de abril, e é curioso como as novas gerações não deixam esmorecer esse amor. Trata-se de um caso raro em que a mudança de gerações num país mantém viva, e até aprofunda a relevância e o papel simbólico de um acontecimento histórico. Esta evidência reforça o valor do discurso e do conceito-chave apresentado pelo Presidente da República, no seu primeiro discurso enquanto tal no 25 de abril. Seguro propõe uma aliança com os jovens, no sentido de os atrair para a intervenção política, e quer fazer deles a guarda avançada de cidadãos em defesa da democracia. Trata-se de uma aposta certeira do chefe de Estado, eleito com a maior votação de sempre neste país. Mas Seguro fez mais: explicou por A+B aos políticos que o ouviam que a defesa da transparência é uma das condições essenciais da democracia. Numa altura em que os inimigos da democracia se infiltram pelas frestas mais inesperadas da vida pública, como se viu no triste discurso de Aguiar Branco, é fundamental para o país saber que tem como mais alto magistrado da nação alguém que não hesita na defesa da liberdade, do livre escrutínio dos poderes, da transparência e da salubridade da democracia. Durante a campanha eleitoral, notei aqui, no Bilhete Postal, que as circunstâncias da eleição presidencial fariam de Seguro o Presidente mais livre da história da nossa democracia.
Felizmente, ele faz questão de o mostrar todos os dias.
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