Carlos Rodrigues

Diretor

"Boas notícias para o Ministro das Finanças, que não deve ter vida fácil", por Carlos Rodrigues

07 de setembro de 2026 às 00:31
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Quatro revisões do rating em dois anos. É o número que o Ministério das Finanças fez questão de assinalar quando a Fitch, na sexta-feira, passou a dívida portuguesa de A para A+, igualando a avaliação feita por outras duas gigantes destas matérias. A agência aponta saldos orçamentais consideravelmente mais fortes do que os dos nossos parceiros, e prevê que dívida caia abaixo dos 83%, numa progressão assinalável, a concretizar-se. Miranda Sarmento chamou-lhe uma grande vitória de Portugal, e dividiu o mérito com as famílias e as empresas. Esta notícia tem duas vertentes importantes para o País. Por um lado, é uma lufada de ar fresco numa altura em que tudo parece ser mais desafiante a cada dia que passa. A guerra de Trump continua a inflacionar a nossa vida do dia a dia, através do aumento dos combustíveis, e em breve isso vai provocar mais uma subida das taxas de juro pelo BCE. Por outro lado, esta decisão da Fitch tem relevância política, porque mostra que o impulso para controlar défices e baixar a dívida pública, lançado pelos Governos de Costa, com Centeno e Medi- na, continua a ser politicamente válido. Para o ministro das Finanças, que não deve ter uma tarefa fácil num Governo envolvido em tantas polémicas, a boa nova chega numa altura crucial. Hoje mesmo há novo aumento dos combustíveis. É bom ter boas notas na semana em que chega mais uma fatura. E, em economia, o otimismo é uma força poderosa que pode fazer toda a diferença. 

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