Carlos Rodrigues
Diretor"Estabilidade do clube e do plantel faz do FC Porto o grande favorito"
11 de agosto de 2026 às 00:32No meio das polémicas políticas, da crise dos exames e da trapalhada na Administração Interna, quase passava despercebido o arranque da Primeira Liga. Já com a ajuda dos resultados e das exibições da primeira jornada, mas ainda sem um atraso inultrapassável, eis algumas reflexões que me parecem relevantes sobre o campeonato deste ano. Antes de mais, é importante condenar a decisão de obrigar o Benfica a jogar à porta fechada. Desproporcionada e fora de tempo, a proibição coloca a nu a perda de poder do Benfica. É um absurdo que devia ter sido evitado. Este ano, a Liga começa com aquilo que parece ser um grande favorito, o FC Porto. Cabe principalmente ao Sporting contrariar o destino. A mudança operada na equipa, porém, parece demasiado radical. É muito difícil manter o espírito vencedor num grupo de profissionais, quando há tantas mexidas de uma só vez. Veremos se Frederico Varandas não cometeu um erro equivalente ao da contratação de João Pereira. Na altura, ainda inverteu caminho a tempo de ser campeão. Já o Benfica continua o seu calvário institucional. A fragilidade da estrutura dirigente agrava-se, como se vê no atraso do plantel. Será este o grande obstáculo ao trabalho de Marco Silva, um treinador português de grande qualidade.
Com tudo isto, a estabilidade dos dragões, na estrutura e no plantel, indicia que será muito difícil evitar o bicampeonato de André Villas-Boas. Mas não impossível.
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