Carlos Rodrigues
Diretor"Não havia razão para depressões, agora também não há para grandes euforias"
24 de junho de 2026 às 00:32Como se viu, não havia razão para depressões por causa do Congo. Agora, também não há motivo para euforias devido à goleada ao Uzbequistão. Concentração, trabalho, foco, eis o que é preciso manter da semana anterior, e reforçar na próxima. A rotação inteligente dos centrais, que podem vir a ser um problema por serem poucos, e um deles já ter um amarelo, e as substituições operadas no jogo de ontem, para testar outros recursos, mostram que o selecionador tem o controlo absoluto da situação. No final do primeiro jogo aqui alertámos que o empate frente ao Congo não devia ser dramatizado. A jornada inaugural conta pouco, e fosse qual fosse o resultado, Portugal estaria, em princípio, na próxima fase. E estará. Se nesse Bilhete Postal era preciso travar a depressão, agora é essencial lançar um alerta equivalente. A goleada ao Uzbequistão não pode ser valorizada em excesso. A Seleção jogou melhor, rematou mais, os jogadores ganharam confiança, a equipa tranquilizou-se, o selecionador ficou a saber que falta trabalhar a pressão sobre o adversário, Ronaldo bateu recordes e reforçou a lenda. Mas a competição a sério ainda nem arrancou. Falta o desafio contra a Colômbia, num horário incómodo para os portugueses, na madrugada de sábado para domingo. Será essencial ganhar, continuar a crescer, mas sem deixar mazelas. Saberemos então quem será o adversário nos 16 avos de final, e poderemos finalmente dizer que faltarão cinco vitórias para o título mundial.
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