Carlos Rodrigues

Diretor

"O elogio a Trump passou a ser uma arma da diplomacia global"

26 de junho de 2025 às 00:32
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Provavelmente nos próximos dias ficaremos a saber mais sobre os bastidores da Cimeira da NATO, e sobretudo sobre as conversas preparatórias entre os chefes de Estado. Será interessante, e seguramente muito instrutivo sobre o estado atual da civilização, saber até que ponto houve, ou não, articulação de pensamento e de discurso entre os membros da Aliança sobre a melhor forma de manter a NATO unida.

Para já, fico com a sensação de que os líderes europeus tomaram uma decisão geoestratégica fundamental. Decidiram seduzir Donald Trump através da pura e simples bajulação do Presidente americano, num movimento inédito ao nível da relação entre Estados.

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A quantidade de elogios feitos a Donald Trump, as características “históricas, gigantescas e fantásticas” atribuídas às decisões e às posições da nova Administração de Washington, em particular ao seu protagonista, nada disto resulta, seguramente, de um improviso.

A mensagem de telemóvel enviada pelo secretário-geral da NATO a Trump dá-se muito facilmente ao escárnio e ao maldizer. Mas resume, de forma desajeitada e por isso mesmo mais reveladora, toda a sustentação teórica elaborada pelos parceiros europeus. Nasceu a era do elogio ao papel histórico de Trump como arma maior da diplomacia mundial. Ou muito me engano ou o homem há mesmo de acabar com o Nobel da Paz.

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