Carlos Rodrigues

Diretor

"Para a maioria, o pior cenário é a implosão por guerras intestinas"

13 de julho de 2026 às 00:31
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Governo chega ao debate do Estado da Nação com quatro problemas, um aliado e um desafio. Na educação, na saúde, na habitação e no custo de vida, o País sente que estamos pior com Montenegro. Na saúde, os planos de emergência não funcionaram, e cresce a noção de que urgências, serviços de socorro e listas de espera estão à beira do caos. Na educação, nem se fala. O ministro Fernando Alexandre já desbaratou o capital de credibilidade que transportava, e nada indica que esteja mais próximo de resolver a confusão nos exames. As famílias não perdoarão uma falha irreparável.

Se olharmos para a habitação, a falta de ca- sas, o preço, fora do alcance da classe média, e a marginalização dos jovens que sonham abandonar a alçada dos pais espalham o pessimismo. Por último, mas não menos importante, o custo de vida deixa cada vez mais portugueses sem fôlego para as compras do dia a dia, o que se vai agravar com a subida reiterada dos combustíveis. Vistos os quatro problemas, olhemos para o único aliado da go- vernação minoritária da AD. O Presidente da República. Seguro sabe a importância da estabilidade e tudo fará pa- ra que ninguém tenha desculpas nem pretextos. O pior de tudo é o problema que cresce no horizonte. O cenário mais grave para o Executivo seria que a maioria implodisse, se desfizesse por dentro devido a guerras intestinas. Este desmoronamento interno, pelos sinais dos últimos dias, é um fantasma que deve ser levado em conta.

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