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Carlos Rodrigues

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Obrigar o Chega a assumir as suas responsabilidades é a única forma de provar, ou não, a vacuidade política do partido.

Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 23 de Setembro de 2022 às 00:33
Quase 6 meses depois da tomada de posse dos 230 deputados eleitos pelos portugueses, a Assembleia da República continua com apenas dois vice-presidentes eleitos, dos quatro que já deviam ter sido escolhidos.

Contrariando a prática parlamentar da democracia, o PS voltou ontem a votar contra o vice-presidente proposto pelo partido Chega, o terceiro mais votado nas eleições legislativas. Sejamos claros: não há absolutamente nenhum risco para a democracia resultante da eleição de um vice-presidente do parlamento indicado pelo partido Chega.

A opção do PS de votar sistematicamente contra todos os nomes propostos resulta unicamente de mera tática política: criar um problema ao PSD, e unir a esquerda em redor de uma ilusória resistência à extrema-direita.

Pelo contrário: obrigar o Chega a assumir as suas responsabilidades é a única forma de provar, ou não, a vacuidade política do partido. Tudo o resto é mera mercearia do PS.
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