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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Carlos Rodrigues

Bilhete Postal

Depois do Mundial, aí sim, a realidade voltará para reclamar o que lhe pertence.

Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 5 de Dezembro de 2022 às 00:33
Não é desprezível o impacto económico de uma campanha bem-sucedida da seleção nacional num torneio como o do Qatar. Apesar de este ano se ter perdido a tradição do visionamento coletivo dos jogos, algo só possível em grande escala no verão, uma boa campanha no Mundial solta sempre as gargantas, a euforia e um certo consumo, pelo menos na medida em que a crise o permite.

A caminho do fim do ano, estamos, por isso, um pouco suspensos das agruras de Cristiano Ronaldo e companhia, como se nota pelo tom suave e açucarado que rodeia as crescentes polémicas políticas. Depois do Mundial, aí sim, a realidade voltará para reclamar o que lhe pertence. A começar por esse tripé maldito constituído pela inflação, pelas taxas de juro nos empréstimos das casas, e pelas perspetivas negras da guerra que enquadram tudo isto. Além do caos na saúde, da educação, sabe-se lá que mais. Para já, haja Seleção. Depois veremos.
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