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Carlos Rodrigues

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Os candidatos devem evitar que o PS se torne um partido infrequentável.

Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 23 de Novembro de 2023 às 00:32
Passam 16 dias desde que, manhã cedo, os portugueses ficaram siderados quando viram na CMTV buscas judiciais em diversos ministérios, em casas de responsáveis governamentais, em S. Bento, enfim, em vários locais do poder. Tudo o que se seguiu foi o regular funcionamento das instituições. Façamos um exercício de decantação da realidade: o processo judicial que investiga suspeitas graves deu origem a detenções que um juiz de instrução enquadrou em medidas de coação graves, conforme livremente entendeu. O primeiro-ministro demitiu-se na sequência da informação de que, também ele, está a ser investigado pelo Supremo, o que lhe retirou condições para governar. Com a esmagadora aprovação popular, o Presidente dissolveu o Parlamento e marcou eleições antecipadas, não sem que antes desse tempo para que o Orçamento do Estado fosse aprovado - algo que se revelou acertado, até pela coincidência da melhoria do rating da dívida da República. Na verdade, o ar anda um pouco irrespirável, não pelo que, em concreto, se passou, mas pelo comportamento do PS, que insiste na chuva de críticas ao Ministério Público e no ataque a Marcelo, ao lançar a suspeita sub-reptícia de que o tal parágrafo tem outro autor que não a procuradora. Os candidatos socialistas devem ter cuidado: o pior que lhes podia acontecer era que o PS se transformasse num partido infrequentável.
Eleições Juiz Crédito e dívida Parlamento Partido Socialista CMTV
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