Há palcos que qualquer futebolista cresce a sonhar pisar. Aqueles que fazem as crianças imaginarem-se, um dia, com chuteiras nos pés e um estádio a gritar o seu nome. É pelas luzes, pelos aplausos e pela mística que transportam. Sobretudo, pelas competições que lá se disputam. É o caso dos estádios ingleses, por serem casa da Premier League e relvados de noites inesquecíveis de Champions.
Com a chegada do fim da época, fazem-se contas aos resultados das ligas e encerram-se os últimos capítulos das competições. Pelos lados de Inglaterra, o Arsenal sagrou-se oficialmente campeão, após um empate do Manchester City frente ao Bournemouth. Os Gunners não venciam a liga desde 2004 e têm ainda pela frente a final da Champions League, frente ao Paris Saint-Germain, o que significa que podem alcançar uma dupla conquista inédita na história do clube, já que nunca ergueram o troféu europeu.
A conquista simultânea dos dois títulos seria algo raro. Aliás, faz agora, a 26 de maio, 27 anos que o Manchester United conquistou o histórico treble. O United de Sir Alex Ferguson venceu o Bayern de Munique por 2-1, no Camp Nou, após estar a perder por 0-1 até aos 90 minutos, com golos de rajada de Sheringham (aos 91) e Solskjaer (aos 93) já em tempo de compensação, numa reviravolta que entrou para a história. Foi a única equipa inglesa de sempre a vencer Liga, Taça e Champions na mesma época.
Este ano, o Arsenal pode aproximar-se do feito (já que foi o Manchester City a ganhar a taça). Como Ferguson deixou um dia eternizado, após a vitória tirada a ferros: “Football, bloody hell!”. Tudo pode acontecer. Por isso é que o futebol é um desporto ímpar, que arrasta não só multidões como os seus sonhos.
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