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Acácio Pereira

Governo defraudou expectativa

Será aceitável que a segurança seja feita por quem já esgotou forças?

Acácio Pereira 15 de Fevereiro de 2016 às 00:30
Contrariando um ciclo que foi positivo de maior aposta na qualidade da segurança interna, o atual Governo deu de repente um passo atrás ao congelar o regime de disponibilidade e reserva dos polícias e militares das Forças e Serviços de Segurança. Mas, à cautela, lá veio entretanto dizer que pretende ver mais elementos nas atividades operacionais...

Desta forma, até podem pensar os mais distraídos, teríamos mais polícias ao serviço nas ruas e a sua maioria a garantir a segurança dos cidadãos, ao invés de executarem tarefas administrativas. Mas, infelizmente, nada mais longe da verdade.

Vejamos o caso dos inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Por um lado, temos uma carreira em que mais de 50 por cento do efetivo tem mais de 50 anos e que jejuou mais de onze anos à espera de novos elementos, mercê da incúria de sucessivos governos. Depois, e sem considerar o esforço extraordinário que foi feito por estes profissionais, que, apesar de esgotados, cumpriram a sua missão abnegadamente, voltam a ver o direito à disponibilidade ser afastado do seu horizonte.

Será aceitável que a segurança de todos os que vivem no nosso país esteja dependente de profissionais que já esgotaram as suas forças anímicas? A população por certo que não o deseja. E os compromissos nacionais não podem ficar dependentes desse estado de coisas.
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