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Alexandre Pais

Toda a diferença

O défice de 2016 foi alcançado sem o corte de salários e pensões.

Alexandre Pais 11 de Fevereiro de 2017 às 00:30
Paulo Núncio, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do Governo de Pedro Passos Coelho, é um político que aprecio pela clareza com que expõe as ideias e pela veemência com que defende aquilo em que acredita. É um contendor temível.

Foi esse duro adversário que Paulo Trigo Pereira, do PS, teve pela frente na última edição de ‘Negócios da Semana’, conduzido na SIC Notícias pelo jornalista José Gomes Ferreira. Com o tom professoral e o rosto fechado, que funcionam mal em televisão, o deputado socialista sentiu grandes dificuldades em contrariar a imagem mais aberta e positiva – e o discurso menos tenso e rebuscado – de Paulo Núncio.

Mas o centrista acabou traído pelo entusiasmo excessivo. Ao considerar que os 2,3% do défice do Estado em 2016 constituem um modesto feito do atual Executivo, já que terá herdado 2,98% do anterior – não contando com os apoios dados à banca… –, Paulo Núncio deu um salto para o abismo.

Porque ao contrário do défice de 2015, o do ano passado foi alcançado anulando ou diminuindo a sobretaxa do IRS e repondo a parte dos salários e das pensões que Passos Coelho e o próprio Paulo Núncio nos haviam abarbatado. E isso faz toda a diferença.
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