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Alfredo Leite

A longa marcha

Depois da ajuda económica, a China apresenta a fatura com bases militares.

Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 15 de Julho de 2017 às 00:30
Por estes dias Pequim resolveu exibir uma poderosa arma de guerra nas águas calmas de Hong Kong. O desfile do porta-aviões ‘Liaoning’ não foi só para inglês ver.

Foi, sobretudo, a demonstração do poderio militar chinês numa altura em que Pequim assiste às deambulações dos EUA de olho nas provocações norte-coreanas. Mas a exibição do ‘Liaoning’, carregado de caças e um helicóptero, não foi o único sinal de que a China parece apostada em demonstrar ao Mundo que quer ser mais do que uma potência económica.

Esta semana dois navios de guerra zarparam de Zhanjiang com homens e equipamentos para a primeira base militar do Exército de Libertação do Povo fora da China.

Depois da cooperação económica intensa com o Djibuti, os chineses vão ter uma unidade militar no estratégico golfo de Aden, por onde passa muito do petróleo que faz mover o Mundo.
A primeira base militar chinesa no exterior não será a última.

Após anos de ajuda económica a países de África e da Ásia, a China vai apresentar a fatura a troco de bases militares no que parece ser a materialização de uma nova política externa. É uma espécie de longa marcha, mas ao contrário, que já está a preocupar o ocidente.
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