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Alfredo Leite

Uma perda de tempo

Vacinar sem politiquices que só nos fazem perder tempo é um imperativo nacional.

Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 19 de Março de 2021 às 00:31
Portugal tomou a decisão mimética de suspender a vacina da AstraZeneca contra as indicações da Agência Europeia do Medicamento e da OMS. A medida adiou a vacinação de 120 mil pessoas, que permaneceram expostas à Covid-19, e minou a confiança de todos.

Agora, sem novos dados científicos relevantes sobre eventuais efeitos secundários da vacina, decidiu retomar a imunização com aquele fármaco. Vacilante, como tem sido hábito, a Diretora-Geral da Saúde explicou que a suspensão foi uma "decisão de saúde pública" baseada no "principio da precaução".

Pressupostos que Graça Freitas, em tempos idos, não respeitou sobre o uso de máscaras ou quando autorizou eventos sanitariamente questionáveis. Menos dado à política, o coordenador da ‘task force’ para a vacinação da Covid-19 acredita que apesar da pausa será possível recuperar o ritmo de imunização em menos de duas semanas. Mais: Para alcançar o objetivo de ter 70% dos portugueses vacinados com a primeira dose até ao verão, Gouveia e Melo admite recorrer à russa Sputnik. É uma boa decisão. Vacinar sem politiquices que só nos fazem perder tempo é um imperativo nacional.
Portugal AstraZeneca Agência Europeia do Medicamento e da OMS Covid-19 saúde
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