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Alfredo Leite

Candidatos a ver aviões

Beja tem um elefante branco. Manuel Machado quer um em Coimbra.

Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 22 de Setembro de 2017 às 00:31
A aviação entrou na campanha e não se pense que é por causa dos paraquedistas que concorrem às eleições. Em Beja, o assunto é sério. Na região onde é mais fácil ver uma zebra em fuga do Badoca do que um avião com passageiros, o tema divide candidatos com ambições de poder, mas nenhum ousa questionar um aeroporto às moscas que custou 33 milhões de euros.

João Rocha, candidato da CDU e atual presidente da câmara, quer expandir terrenos para criar na zona um ‘cluster’ aeronáutico. Já o seu rival socialista, Paulo Arsénio, considera a questão do aeroporto "uma das prioridades" caso seja eleito.

Porque Arsénio acredita que, mesmo não sendo a gestão do equipamento uma competência da autarquia, a "dinamização" deve ser municipal. Acontece que os planos de ambos esbarram no ministro do Planeamento. Pedro Marques admite que Beja é uma "opção insuficiente" à sobrelotada Portela, pelo que a hipótese de nada acontecer àquele elefante branco é elevada.

Ora em Coimbra, onde também se fala de aviões, a maioria leva o assunto do aeroporto a brincar. O candidato do PS não. Manuel Machado promete transformar o aeródromo num aeroporto internacional, mesmo tendo uma das infraestruturas aeroportuárias que mais crescem na Europa a 140 quilómetros e que até os galegos de Vigo (a 150 km do Porto) assumem como alternativa.

Nas redes já se ironiza. Se Machado quer eficácia na obra deve convidar a administração do Metro do Mondego para liderar o processo do aeroporto...
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