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Alfredo Leite

Revisionismo

Há um partido dividido entre burguesia e proletariado.

Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 28 de Setembro de 2017 às 00:30
Quando se pensava que as técnicas modernas do marketing político passavam essencialmente pelas redes sociais eis que um partido resolve usar meios mais tradicionais de propaganda eleitoral. Não foi propriamente uma opção. Divisões revisionistas ditaram que as fações tomassem conta das diferentes plataformas, o que impede a comunicação e não será seguramente eficaz para a revolução.

Assim, o PCTP/MRPP (de Arnaldo Matos) apelou aos candidatos para usarem sem hesitações "os recursos que a burguesia é obrigada (...) a colocar ao dispor" do partido. Sendo um movimento algo cristalizado no tempo, o PCTP/MRPP lembra, no "Luta Popular" online, que "entre esses recursos estão os tempos [de antena] radiofónicos".

"De que estão os camaradas à espera?" pergunta Luís Júdice, para seguirem o exemplo dos camaradas de Lisboa e de Odivelas no cumprimento desse magno dever de enviar os textos ao Comité de Redação para análise e, "eventualmente, propor alterações que achasse politicamente corretas". Há uma explicação para comportamento tão desconfiado.

"Trava-se neste momento, no seio do partido uma luta sem tréguas entre a burguesia e o proletariado" e "a questão está em saber de que lado da barricada está cada um de nós". Deve ser por isso que o partido que em slogan quer uma "Rutura com o passado" recusa os meios do presente porque, afinal, manifestar opinião livremente nas redes sociais pode ser contrário à formação de um "sólido estado-maior operário marxista-leninista".
Alfredo Leite opinião
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