As primeiras notícias sobre o festival de Woodstock, realizado em agosto de 1969 numa quinta nos confins do estado de Nova Iorque, centravam-se em engarrafamentos nas estradas rurais e hippies atolados na lama. Pior teria sido se um cigarro mal apagado – não necessariamente de tabaco... – incendiasse centenas de automóveis e carrinhas, como sucedeu esta semana em Castelo de Vide.
Desta edição do festival Andanças, marcada pelas chamas e pelo imbróglio entre seguradoras, dificilmente sairá memória diferente. Dos muitos artistas que nele participaram não se vislumbram equiparáveis a Janis Joplin e Jimi Hendrix, embora tenham feito o melhor que sabiam e podiam. Mas não deixa de ser notável que junto ao cemitério de viaturas houvesse festivaleiros que ainda não sabiam como voltariam a casa, mas queriam ficar até ao fim.
Já cantava Jim Morrison, que faltou a Woodstock, que a música era a nossa única amiga, pelo que devemos dançar no fogo como ela pretende.
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