Defendemos totalmente a proteção das crianças. O abuso sexual de menores deve ser combatido sem hesitações: com investigação, meios policiais, cooperação judicial e penas duras para os culpados.
Mas proteger crianças não pode servir de pretexto para destruir a privacidade de todos.
Não se combate crime tratando milhões de cidadãos inocentes como suspeitos, nem abrindo a porta à vigilância automática de mensagens, fotografias e ficheiros privados.
Neste último Plenário no Parlamento Europeu antes da pausa de verão, o Partido Social Democrata (PSD) e o Partido Socialista (PS) votaram a devassa das comunicações privadas, para prolongar até 2028 uma exceção às regras de confidencialidade eletrónica.
Mesmo nesta derrota, conseguimos uma vitória importante: foi aprovada, por maioria absoluta, uma emenda minha para proteger a encriptação ponta a ponta.
Ou seja, impedir que esta lógica de controlo seja aplicada às comunicações encriptadas.
Proteger crianças, sim. Vigiar cidadãos, nunca.
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