É conhecida a relação entre grandes catástrofes e grandes homens, como, aliás, confirma Marquês de Pombal. De facto, os cataclismos são a oportunidade de ouro para um estadista de craveira e envergadura mostrar o que vale e agigantar-se perante as circunstâncias.
Ou isso ou exactamente o seu oposto, e uma tragédia pode também ser o momento no qual a mediocridade procria. Primeiro através do líder e, depois, com o tropel que o segue.
Que aconteceu entre Pedrógão e o 15 de Outubro? O legista Passos Coelho declarou uma epidemia de suicídios. Depois, Cristas - que liberalizou a plantação do eucalipto e rezava por chuva em 2012 - garantiu que na sua vigência nada disto sucederia. Com ela nem o terramoto de 1755 tinha estalado.
Do outro lado, Costa e a sua excessiva autoconfiança (lembram-se da sova que levou no primeiro debate com o Seguro?), frieza e obstinação, conduziu o magote de esquerda ao delírio persecutório/conspirativo, segundo o qual os incêndios, Tancos e, se calhar, as buscas no Benfica ou a seca são crimes da direita e debater ou pedir responsabilidades devia ser proibido porque é aproveitamento político.
Sabe-se do elo grandes catástrofes e grandes homens. Infelizmente, a Portugal restam-lhe apenas as primeiras.
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