O Chão Salgado é um dos recantos de Lisboa onde tirar fotografias com flash é menos recomendável. Esse beco passa despercebido à maioria dos turistas que vão dos Jerónimos para os Pastéis de Belém, mas ali existiu, e foi arrasado, o palácio do duque de Aveiro, um dos membros da família Távora supliciados, com requintes de crueldade, em 1759, castigando a alegada conspiração para matar D. José I.
Como recordação da elaborada matança ordenada pelo futuro marquês de Pombal foi lançado sal no chão, para que nunca mais nada ali nascesse, e deixado um pelourinho.
Agora, junto aos degraus que lhe dão acesso, está a esplanada de uma hamburgueria gourmet, tal como nos filmes ‘Poltergeist’ constroem casas por cima de cemitérios. E não é fácil arranjar mesa. O que a cabeça não sabe, o estômago não sente.
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O novo ‘Poltergeist’ já está em exibição, mas quem prefira os sonhos aos pesadelos deverá ir ver ‘A Terra do Amanhã’.
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