Miguel Alexandre Ganhão

Subchefe de Redação

PS sem dinheiro perdoa dívidas

28 de janeiro de 2016 às 00:30
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As coisas não estão fáceis financeiramente para o lados do largo do Rato... que o diga Maria de Belém. Os cofres do partido estão vazios e é público que o PS já teve que recorrer à Banca, contraindo um empréstimo de 1,5 milhões de euros.

É, por isso, no mínimo estranho, que venha agora ser decretado um "perdão de dívidas" para todos os militantes com quotas em atraso. Por proposta da Comissão Permanente, aprovada na Comissão Nacional, foi comunicado a todos os militantes que "foi aprovada uma prescrição geral do valor de quotas em atraso até 2013".

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Deste modo, os militantes que devam mais de dois anos de quotas, terão de liquidar apenas as quotas de 2014 e 2015. Por "apenas" 24 euros, os militantes "poderão recuperar os seus direitos eleitorais e de militância", escreve o Secretário Nacional, Hugo Pires.

Este responsável diz também que "desde que tenha pago os dois últimos anos de quotas, o militante terá vigentes todos os seus direitos". O partido considera esta situação "verdadeiramente excecional" e lança um apelo a todas as estruturas locais para recordarem aos militantes a necessidade de "procederem ao pagamento regular das suas quotas".

Mas as más notícias não se ficam por aqui. No braço de ferro com a Autoridade Tributária (AT), no qual o PS reclama a devolução de 10 milhões de euros de IVA das últimas campanhas, os especialistas do Centro de Estudos Fiscais são da opinião de que o partido não tem direito a nada.

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Finanças em tribunal contra angolanos que compraram o BPN 

Depois do Estado ter injetado 2,4 mil milhões de euros no Banco Português de Negócios (BPN) e o ter vendido, a preço de saldo (40 milhões) aos angolanos do BIC, liderado por Fernando Teles, ainda tem de gastar 181 mil euros com uma avença no escritório Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados.

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O contrato já foi assinado por Mário Centeno e tem como objetivo assegurar a defesa do Estado português contra o Banco BIC no contexto de aquisição do BPN, em tribunal arbitral. Passados seis anos  sobre a venda do BPN, o negócio é cada vez mais ruinoso.

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