Leonardo Ralha

Jornalista

Spartacus centenário

09 de dezembro de 2016 às 01:48
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Issur Danielovitch celebra hoje 100 anos, o que já seria uma boa notícia mesmo que o nova-iorquino, filho de judeus fugidos do Império Russo, não fosse Kirk Douglas. Entre os filmes do nascido antes de Estaline, Hitler, Salazar, Mao ou Fidel chegarem ao poder, destaca-se ‘Spartacus’.

Estreado em 1960, após uma rodagem interminável, na Califórnia e em Espanha, com Stanley Kubrick a substituir Anthony Mann na realização, teve argumento de Dalton Trumbo, então na lista negra pelas simpatias comunistas, que fez da rebelião dos escravos contra Roma uma metáfora dos tempos modernos.

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No final, os escravos são derrotados, e prometem-lhes que serão poupados à crucificação se identificarem quem os liderou. Quando Kirk Douglas se levanta, os companheiros de luta antecipam-se, proclamando, primeiro à vez e depois em uníssono: "Eu sou Spartacus!" E assim selam o destino.

Desde que Kirk Douglas fez esta cena, há mais de meio século, muitos países e muitos povos livraram-se de tiranias fundadas numa ou outra ideologia. Que o histórico de Hollywood tenha saúde para testemunhar novas conquistas da liberdade é um desejo para o dia em que se torna centenário.

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