As perspetivas em relação a este governo, não sendo elevadas, eram, pelo menos, ligeiramente positivas, dado que os eleitores elegeram uma maioria de direita que tinha o caminho aberto para transformar o País com as mudanças necessárias para o seu desenvolvimento económico e social.
Se é verdade que, em alguns aspetos, a maioria de direita conseguiu aprovar diplomas que vão ao encontro das necessidades da população, não é menos verdade que ficámos muito aquém do que poderíamos fazer e o responsável é o Governo que continua preso a velhos amigos, velhos hábitos e a tiques de maioria absoluta que não tem, nem voltará a ter.
Exemplo disto foi o falhanço da reforma laboral. Além de incluir um conjunto de alterações que atacavam os trabalhadores, em especial, as mães trabalhadoras, o Governo não cedeu em questões fundamentais, como a descida da idade da reforma ou pelo menos o congelamento da subida.
Na Educação, o cenário é caótico. O sistema utilizado para corrigir os exames do ensino secundário tem falhado e o ministro da Educação, ao invés de assumir a responsabilidade, atira-a aos professores e ainda culpa os pais por marcarem férias em data posterior à dos exames;
Na Saúde, as urgências continuam sob pressão, as dívidas aos fornecedores aumentam e as listas de espera em oncologia ultrapassam o razoável;
O Ministro da Administração Interna acha-se no direito de ameaçar o líder da oposição, como se vivêssemos noutros tempos em que a força se sobrepõe à razão e à própria democracia;
Os portugueses continuam a ter dificuldades em gerir o orçamento familiar devido ao aumento do preço da energia e do cabaz, porque o governo recusa baixar os impostos, não cedendo, sequer, no IVA zero do cabaz alimentar;
O Instituto da Segurança Social continua a ser tratado como sucursal e agência de emprego do PSD (lá estão os velhos hábitos) com os diretores a serem substituídos por boys do partido.
Em conclusão: o Estado da Nação é mau e o responsável é o Governo que não tem a coragem necessária para transformar o País e tomar as decisões que são necessárias para colocar o País em ordem.
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