Do sonho ao pesadelo

Ana Gomes

Do sonho ao pesadelo

Trump vai liderar uma América unilateral, desinteressada da NATO.
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Por Ana Gomes|11.11.16
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No dia em que celebrámos 27 anos da queda do Muro de Berlim, acordámos com a notícia de que o povo americano elegeu presidente um homem que não só promete erguer novos muros, mas destruir a ordem política, económica e de segurança global, ironicamente criada e sustentada pelos EUA.

Votaram em Trump, sobretudo, as classes médias e baixas revoltadas contra um sistema político que não defende os seus interesses, num mundo liderado pelas forças neoliberais que fomentaram a desregulação da globalização.

Tal como se viu no ‘Brexit’ e se replica pela Europa refém da extrema-direita xenófoba, este voto roçando o nacionalismo identitário racista é, sobretudo, grito de revolta daqueles que, sem trabalho ou a viver na precariedade, se sentem marginalizados, sem futuro, e são facilmente contagiados pela retórica populista.

A de Trump promete devolver o "sonho americano" através da via isolacionista e excecionalista de uma "America first". Que, mesmo que não vá cumprir-se, já é pesadelo, desestabilizando vontades de concertação internacional. É por isso que os líderes europeus têm de agir.

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