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André Ventura

O crime do século

O desaparecimento de Madeleine McCann, há 10 anos, pode, afinal, ter sido o crime do século.

André Ventura 1 de Maio de 2017 às 00:30
Vou começar pela conclusão: acho que este foi, provavelmente, o crime do século em Portugal. A 3 de maio de 2007, na Praia da Luz, a pequena Madeleine desapareceu para nunca mais ser vista. O caso chocou o País e o Mundo, dando o mote para um conflito surdo entre as autoridades policiais portuguesas e inglesas... que ainda hoje perdura!

Ainda temos todos as imagens na cabeça: o desespero da família e amigos, a expressão estranha e indetetável da mãe, Kate McCann, a pedir o regresso da filha, a solidariedade dos populares, a presença policial massiva. Um país inteiro em sobressalto com o triste fado de uma menina que podia ser filha de qualquer um de nós. Passados dez anos de um mistério que nunca foi resolvido, são mais as dúvidas do que as certezas. Mas a hipótese de os próprios pais, ou algum dos amigos do círculo íntimo, estarem implicados no sucedido, de forma dolosa ou negligente, é hoje cada vez mais consistente. Os dados da investigação, na minha opinião, assim o apontam.

Porque foi Kate – e ninguém sofre tanto com o desaparecimento de uma filha como a própria mãe – evasiva nas respostas dadas à polícia, respondendo mesmo, por vezes, com desdém pelo trabalho policial? Porque são evidentes as contradições nos depoimentos de Kate e Gerry relativamente a factos simples, como se teriam ou não discutido na noite anterior ou se algum deles dormira no quarto com as crianças? Porque detetaram os cães odor a cadáver na carrinha utilizada pelos McCann?

É possível que estejamos perante o crime do século, em que o desaparecimento ou a morte de uma menina acabe sem culpados, numa trama em que todos insistem em lançar farpas sobre poderes ocultos ou polícias incompetentes. Deixo a pergunta: se o tão aclamado esforço da polícia inglesa em encontrar Maddie não der frutos, apesar da fortuna já investida, não será de reabrir a investigação em Portugal, voltando a colocar a hipótese de homicídio em cima da mesa?

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