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André Ventura

Refugiado… mas pouco!

Um terrorista que tem estatuto de refugiado e recebe prestações sociais públicas ridiculariza o Estado de Direito.

André Ventura 28 de Novembro de 2016 às 01:45
O país recebeu com surpresa a notícia de que um dos indivíduos que se preparavam para mais um ataque terrorista em solo francês teria residência em Aveiro e recebia diversos apoios sociais.

Exato…esses mesmos que são pagos com os nossos impostos em níveis quase incomportáveis. Esses mesmos que não param de aumentar e de diversificar alvos: as casas, o consumo, as pensões, os rendimentos…poucas são as realidades que fogem hoje à fúria da nossa carga fiscal.

Não bastava saber que um terrorista poderia vir a lançar novamente o pânico na Europa com dinheiro do Estado português, tivemos ainda que lidar com o facto de esse mesmo indivíduo ter, desde 2014, asilo político em Portugal. Confrontado com esta situação bizarra, o Ministro Vieira da Silva, que tutela essa área, preferiu lançar mão da ironia e questionar como poderia a Segurança Social dispor dessa informação. Uma pérola!

Afinal, poderíamos ter hoje os olhos da Europa todos sobre o Estado Português. Poderíamos estar a lamentar que alguém a quem atribuímos dinheiro público e um estatuto especial para viajar por todo o Continente, tivesse feito uso desses privilégios para matar indiscriminadamente os cidadãos que, uns meses antes, se esforçaram por lhe garantir um mínimo de dignidade.

Uma questão permanece por responder: com que motivos e fundamentos foi concedido asilo político a Hicham el Hanafi, visto ser Marrocos um dos estados islâmicos mais liberais e com o qual Portugal mantém, entre outras, excelente cooperação policial? Que razões substanciais houve para considerar que o alegado terrorista era politicamente perseguido num país como Marrocos?

Que me perdoem as autoridades, mas parece tudo uma brincadeira de mau gosto. E já é tempo de alguém vir explicar, seriamente, como tudo aconteceu. De tornar público esse processo. É que os portugueses não estão, na verdade, a achar piada nenhuma à situação.

A personalidade: Fidel Castro
O antigo presidente cubano morreu aos 90 anos na ilha do seu coração. Controverso, assertivo, polémico e eterno resistente, até na morte o antigo ditador continua a dividir os povos: enquanto se chorava nas ruas de Havana, milhares celebravam no centro de Miami. O seu desaparecimento pode abrir definitivamente as portas à democracia em Cuba.

Positivo: Governo estável
Goste-se ou não da ‘geringonça’, é um fator muito positivo para Portugal que, ao fim de um ano de Governo, a estabilidade política esteja, aparentemente, para durar.

Negativo: CGD
A concessão de crédito e a participação no negócio de Vale do Lobo, envolvendo Armando Vara, são exemplos de como o dinheiro dos contribuintes é, muitas vezes, usado ao desbarato.
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