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António Jaime Martins

Podemos respirar

O atavismo e a burocracia continuam a ser fatores de atraso.

António Jaime Martins 24 de Maio de 2017 às 00:30
Após 8 anos a trilhar descalços um caminho de pedras, tudo indica que vamos finalmente poder calçar os sapatos. Na realidade, Portugal está à beira de conseguir sair do procedimento por défice excessivo em que se encontra desde 2009. Isto significa a possibilidade de o país poder adotar medidas de incentivo ao crescimento, seja pela via do investimento, seja pela via do consumo.

Baixar o IRS, o IRC, o IVA e conceder benefícios fiscais à produção e à investigação são essenciais ao desenvolvimento do país. Foi longo o período de sacrifício coletivo cujo fim agora se anuncia. Mas nem tudo nos corre bem.

Em matéria de atração de investimento, demos um passo para trás: este mês de abril Portugal perdeu para a Espanha a liderança no programa de vistos gold, cujo sucesso tem sido determinante na captação de investimento estrangeiro.

A explicação é simples. O esforço coletivo dos contribuintes não foi acompanhado pela redução do atavismo e da burocracia nos serviços da administração pública responsáveis por autorizar estes investimentos – neste caso, o SEF -, que continuam a demorar eternidades na apreciação dos pedidos e a tratar de forma pouco acolhedora aqueles que nos visitam e pretendem aqui investir.
IVA Portugal IRS SEF Espanha IRC
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