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António Magalhães

A estrutura e Rui Vitória

Deméritos são agora todos do treinador. É a lei do futebol.

António Magalhães 25 de Novembro de 2017 às 00:30
Nas duas últimas épocas, a comunicação do Benfica fez questão de provar o poder da estrutura. Os seus méritos eram tão admiráveis que a associação que se fazia à conquista de títulos era inevitável. Os campeonatos ganhos depois de Jesus eram a absoluta e inequívoca confirmação de todas as virtualidades de uma equipa que não aquela que evoluía em campo mas sim a que trabalhava na retaguarda, criando as condições propícias a um ciclo triunfal. A responsabilidade desta estrutura nos êxitos do Benfica chegou a ser considerada maior do que a dos próprios treinadores e jogadores. Se eles decidiam os jogos, convinha sempre lembrar quem os tinha descoberto e contratado. Ora esta época, a estrutura saiu de cena. E muito menos assume culpas – poucas que sejam – nos resultados que o Benfica está a fazer e que além-fronteiras envergonham qualquer adepto encarnado. Se a estrutura ficou na sombra, Rui Vitória passou a estar no olho do furacão. As teorias de que o atual treinador só ganhou porque Jesus deixou a papinha toda feita e que é incapaz de criar a sua marca de sucesso regressaram em força e necessariamente ganharão maior expressão se a equipa não inverter rapidamente este ciclo de desconfiança.  É claro que o Benfica ‘só’ perdeu a Europa, mas quando, com  propriedade, se diz que ainda há muito para jogar, a verdade é que só haverá "ainda muito campeonato" se o Benfica não perder no Dragão. Se for derrotado, até onde irá a promessa feita por Vieira de que Vitória é ‘forever’?
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