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António Magalhães

Como irão fintar Platini?

Capacidade competitiva de muitos clubes será afetada.

António Magalhães 17 de Janeiro de 2015 às 00:30

Quando sumidades como Michel Platini e David Gill (antigo diretor executivo do Manchester United e atual vice-presidente da federação inglesa) nos pintam a copropriedade de passes dos jogadores como uma espécie de tráfico de carne humana e um meio para facilitar a trapaça no futebol, somos tentados a ver o lado negro dos fundos sem considerar as suas virtudes. A FIFA decidiu pôr fim à partilha de passes com terceiros numa medida que numa primeira análise favorece a transparência do negócio, mas acarreta outros problemas. Será inevitável que a capacidade competitiva de muitos clubes (designadamente os portugueses) será afetada, pelo que aumentará a diferença entre os clubes ricos e os remediados. Quando ouvimos quem está a favor e quem está contra, somos seduzidos pelos argumentos das partes. E isso significa que há razões convincentes dos dois lados, pelo que o mais aconselhável teria sido encontrar um ponto de equilíbrio. Não foi assim, pelo que o mais certo é que a exploração do ‘negócio jogador’ seja feita por outra via. Resta saber se não será menos transparente. 

Michel Platini David Gill Manchester United FIFA desporto futebol
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