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António Magalhães

Esta crise não passa só com uma vitória

Benfica chegou ao ponto: de viragem ou de rutura?

António Magalhães 23 de Setembro de 2017 às 00:30
O jogo de hoje com o P. Ferreira ganhou uma importância desmedida para o futuro do Benfica e até de Rui Vitória. Num ciclo de quatro jogos apenas com um triunfo (tirado a ferros) e que inclui duas derrotas, a equipa encarnada atravessa um momento particularmente difícil. Se o Benfica tem a obrigação de ganhar todos os jogos, o desta noite não foge àquela regra.

Nova escorregadela pode ter consequências que vão além da frustração e da perda de pontos. O Benfica está naquele ponto da encruzilhada onde se define o trajeto em direção ao fracasso ou ao sucesso.

A equipa determinará, pois, se o jogo com o Paços é ponto de viragem ou de rutura. Embora o momento seja delicado não acredito que a época do Benfica fique hoje comprometida. É verdade que a sobranceria contaminou a águia e isso fez com que perdesse lucidez e ignorasse os sinais de perigo que se tornaram visíveis.

Retardou, por isso, a reação, que, agora, reclama esforço redobrado numa atmosfera mais desconfortável e que até já se tornou hostil. Ainda assim, a equipa deverá dar a resposta adequada e esperada.  O eventual triunfo frente ao P. Ferreira, sendo o prenúncio de que algo melhor está para vir, nada garante.

Até final de outubro, o Benfica faz mais seis jogos, quatro deles fora e um dos que disputa na Luz é diante do Man. United. Ganhar ao Paços será importantíssimo no atual contexto. Mas em boa verdade transmitirá pouco mais do que um sentimento de alívio. Será depois que verdadeiramente poderá vencer a crise.

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A nomeação de Fernando Gomes para a direção da FIFA é mais uma prova da competência do presidente da FPF e uma contradição do futebol português. O clima de ódio – para cujo o combate o líder federativo alertou – não favorece o reconhecimento. Por isso, maior é o mérito.
António Magalhães Opinião
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