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António Magalhães

Mais do que uma final dragão joga o futuro

Peseiro luta pela conquista de uma segunda oportunidade.

António Magalhães 21 de Maio de 2016 às 01:45
O FC Porto começa a construir a partir de amanhã um novo ciclo. Se o cenário do ‘golpe Jesus’ esteve nas cogitações de Pinto da Costa, a renovação do treinador pelo Sporting desfez qualquer ilusão, pelo que ainda não é desta que Jesus se entrega ao dragão. Assim sendo, o resultado da final do Jamor será determinante para saber quem será o homem do leme.

Se o FC Porto ganhar, José Peseiro reforça a posição e conquista o voto de confiança para poder, enfim, construir a casa pelos alicerces e não pelo telhado como se viu na contingência de o fazer quando substituiu Lopetegui.

Poderá dizer-se que registou piores resultados do que o seu antecessor, mas em compensação criou um jogo mais atraente e sobretudo com mais olhos na baliza, que é aquilo que define as grandes equipas. Peseiro merecerá uma segunda oportunidade. Ele tem sido, aliás, parte ativa da preparação da próxima época, pelo que a construção do plantel irá ajustar-se às suas ideias. Haverá então legitimidade para uma maior cobrança, claro, mas Peseiro poderá finalmente "defender-se" com os seus homens.

Se o FC Porto perder, a continuidade do treinador será posta em causa. Apesar dos méritos atrás descritos, será difícil sobreviver a uma última e grande desilusão. Nesse cenário, surge um nome incontornável: Marco Silva. Não sendo um peso-pesado, como o contexto portista reclama, nunca será opção de risco. Tem ganho ‘calo’ muito depressa e já se percebeu que aprende rápido.
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