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António Magalhães

Sporting radical, Benfica conservador

O quadro previsível do dérbi.

António Magalhães 22 de Abril de 2017 às 00:30
Nestes dias que nos separaram do grande duelo desta noite, o ‘mito urbano’ que se alimenta de que quem "está pior ganha o dérbi" já foi desfeito noutras ocasiões.

O dérbi, de facto, é um embate imprevisível mas apesar desse fascínio – entre muitos outros, claro – nem sempre – longe disso – consegue contrariar a lógica do momento: quem vai à frente, normalmente ganha. Obviamente, não é essa a certeza que existe para o jogo.

O encontro é em Alvalade, as duas equipas estão num ciclo positivo e se é um facto que o Benfica é quem segue na liderança também é verdade que é o Sporting quem dá sinais de estar em melhor momento. Ora isso vale o que vale num jogo em que está em discussão não apenas mais um resultado mas sim um título. Ele não deverá ir para
Alvalade mesmo se o Sporting ganhar o dérbi, mas decididamente poderá ir para a Luz se o Benfica sair vencedor.

Nesta altura, o Sporting parece ser uma equipa mais estável do ponto de vista dos processos de jogo (sólida em termos defensivos e versátil no plano ofensivo) e o Benfica uma equipa mais ‘presa’ à pressão do título e menos solta no que respeita ao seu jogo.

Porque o Sporting nada tem a perder e o Benfica pode ter tudo a perder, é previsível que seja o leão a tomar a iniciativa e a querer dominar frente a uma águia mais conservadora e a sentir-se cómoda a controlar a partir de trás.

Este é o quadro previsível, suscetível de ser alterado em função de uma estratégia mais audaz de Rui Vitória ou de um golo madrugador. O dérbi é quem manda.
Alvalade Rui Vitória Benfica Sporting Luz desporto futebol
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