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Armando Esteves Pereira

Juros mais caros

Acabou a tendência de baixa das prestações do crédito.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 17 de Dezembro de 2016 às 00:31
A Reserva Federal americana, o banco central do dólar, subiu quarta-feira a taxa de juro e sinalizou novos aumentos para 2017.

A ordem de alta do preço do dinheiro significa o princípio do fim do crédito a saldos. Com as tensões inflacionistas que a valorização do dólar já provoca, associadas à pressão da cotação do petróleo, que tem a divisa americana como moeda de referência, é natural que o BCE também acompanhe, mais tarde ou mais cedo, o agravamento dos juros. Não será de estranhar que, no prazo de dois anos, as taxas diretoras, que agora estão perto de zero, se aproximem dos 3%.

À primeira vista esta tendência até é uma boa notícia para quem tem poupanças,  agora com rendimento quase nulo, mas para quem tem de amortizar empréstimos significa que a descida da prestação mensal acabou.

No próximo ano começarão a sentir agravamentos dos encargos dos créditos. E nas contas públicas a pressão vai ser ainda mais forte. Com governos incapazes de travar a dívida, os sinais de tempestade são aterradores.

Custo de vida
Antes das tarifas de ano novo, já se nota a subida de preços. A gasolina e o gasóleo serão ainda mais caros na próxima semana e a tendência continuará. O poder de compra vai baixar em 2017. 
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