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Armando Esteves Pereira

Justiça coxa

Também o caso do fugitivo Rendeiro demorou quase 13 anos nos corredores da Justiça, que dizem ser cega, mas que é seguramente coxa.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 5 de Outubro de 2021 às 00:31
José Vaz Mascarenhas, envolvido no caso BPN e condenado a pena de prisão, sentença confirmada pelo Tribunal de Relação, mas que não transitou em julgado, morreu e o seu funeral foi no sábado passado. Tal como Oliveira Costa, partiu sem acertar todas as contas com a Justiça. E estes gestores ainda responderam em tribunal, já que outros cúmplices passaram pelos casos de polícia do BPN como se nada tivessem feito ou nada tivessem ganho.

O escândalo BPN rebentou há quase 13 anos, os contribuintes herdaram um buraco colossal que ficou impune. Também o caso do fugitivo Rendeiro demorou quase 13 anos nos corredores da Justiça, que dizem ser cega, mas que é seguramente coxa.

Ricardo Salgado o maior banqueiro a contas com a Justiça e que agora tem 77 anos vai continuar enredado por muito tempo. E já lá vão sete anos desde que rebentou o império do Banco Espírito Santo.

É esta a Justiça que temos, rápida e castigadora para os pobres, lenta e negligente nos grandes processos de colarinho branco.

Em Portugal, a elite predatória suspeita nos crimes de colarinho branco teve um grande papel na elaboração de leis que dificultam o combate ao crime dos ricos.
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