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Armando Esteves Pereira

Tempo de Escolhas

Marcelo deve dar tempo para PSD e CDS decidirem o líder para as eleições.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 2 de Novembro de 2021 às 00:31
O divórcio da esquerda que chumbou o Orçamento do Estado e matou a geringonça surpreendeu o Governo, mas também apanhou de surpresa os maiores partidos de direita que agora enfrentam guerras fratricidas.

Rui Rio e Francisco Rodrigues dos Santos até tiveram razões para sorrir com as eleições Autárquicas. As coligações entre PSD e CDS reconquistaram importantes municípios com destaque para Lisboa, Coimbra e Funchal. Mas apesar destas vitórias surgiram internamente candidatos à liderança.

Ambos vierem do Parlamento Europeu e agitam as águas. Paulo Rangel e Nuno Melo têm toda a legitimidade de disputar a liderança dos seus partidos. Impedir os militantes de escolherem entre os incumbentes e os seus concorrentes é tentar ganhar na secretaria. O calendário para as Legislativas é apertado e um ato eleitoral depois de 6 de fevereiro será muito penalizador por causa do atraso no Orçamento, mas antes de 30 de janeiro também é inconveniente, porque os militantes do PSD e do CDS devem ter tempo para escolher os seus líderes. E depois dos congressos as lideranças têm de preparar as listas de candidatos a deputados.
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