Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
9
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

A difícil missão

A mensagem de estreia do recém-nomeado presidente do Novo Banco aos trabalhadores foi a mais adequada: "a primeira missão é criar valor para a instituição e não a discussão permanente sobre o modelo ou data de venda".

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 21 de Setembro de 2014 às 00:30

Uma boa intenção de Stock da Cunha, mas a verdade é que toda a gente sabe que vai gerir precisamente o processo de venda. Tem é de manter uma equipa motivada para evitar mais hemorragias de clientes. Um banco que já foi a maior instituição financeira privada e que chegou a ser uma torneira fundamental de crédito para a economia , só terá valor se conseguir segurar a maioria dos clientes, quer empresariais, quer particulares.

Há grande probabilidade de o ex-BES ser vendido, na totalidade ou em retalhos, a bancos que já têm forte presença no mercado. O processo é também uma forte ameaça para uma parte significativa dos trabalhadores do Novo Banco. As sinergias da incorporação do Novo Banco vão gerar muito desemprego.

A economia está anémica, mas a dívida pública não pára de subir. Já ultrapassa 130% do PIB. Na ótica de Maastricht já vai nos 224, 5 mil milhões de euros.

Novo Banco Maastricht difícil missão
Ver comentários