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Armando Esteves Pereira

A pressão na Caixa

O presidente da Caixa está exposto a um alto grau de pressão pública.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 30 de Outubro de 2016 às 01:47
A tarefa da nova administração da Caixa é espinhosa, apesar da vantagem de ter um acionista generoso que entrega uma montanha de dinheiro fresco na instituição. Tudo com o aval dos contribuintes, que no final pagam a conta (cerca de 500 euros por cada português residente).

Mas a injeção de dinheiro a rodos não vai resolver os problemas e a dispensa de pelo menos dois mil funcionários terá inevitavelmente alguns custos sociais.

Com um salário milionário e todo o protagonismo que o novo gestor da Caixa já teve, António Domingues vai estar sujeito a um escrutínio público, que até aumenta com a tentativa de omissão ao Tribunal Constitucional dos rendimentos.

Todo o processo de sucessão da Caixa e as novelas que se seguiram levam a que Domingues vá ter na Caixa um grau de pressão pública semelhante ao dos treinadores de futebol das equipas grandes, embora ganhe (mesmo com a acumulação da reforma milionária) uma fração do salário de Jorge Jesus. O novo presidente da Caixa vai ter de responder pelos resultados.

‘Special One’?
A estratégia do Governo aumentou a pressão sobre António Domingues. Tratou o antigo adjunto de Fernando Ulrich como o ‘special one’. E como se vê, nem Mourinho mantém essa aura.
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