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Armando Esteves Pereira

Corte nas pensões

Os pensionistas vão sofrer uma queda gradual do poder de compra.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 1 de Maio de 2016 às 01:45
As pensões de reforma estão condenadas a sofrer uma queda deslizante do poder de compra. O Governo promete atualizar, de acordo com os valores da inflação, as pensões até 1,5 IAS, cerca de 629 euros.

Mas a partir deste patamar os aposentados sofrem um corte real. É um congelamento, que de um ano para o outro até pode nem ser notado, mas ao fim de 10 anos a diferença já será mais substancial.

Com a economia a registar um fraco crescimento e os salários dos trabalhadores no ativo cada vez mais esmagados, acontecendo mesmo uma desvalorização geracional do trabalho, em que os novos funcionários ganham menos do que os mais antigos, é natural que haja uma pressão nas receitas da Segurança Social para fazer face a um número crescente de beneficiários.

E, desgraçadamente, nem este congelamento efetivo que provocará a erosão dos rendimentos dos pensionistas será suficiente. Mais cedo ou mais tarde, terá de haver uma nova revisão do sistema. É fundamental a existência de mecanismos alternativos de financiamento.
Governo Segurança Social reformas pensões
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