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Armando Esteves Pereira

Milhões destruídos

O único mérito dos banqueiros foi a gestão de redes de influências.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 21 de Janeiro de 2017 às 00:31
Os bancos tornaram–se máquinas colossais de destruição de dinheiro. Nas contas apresentadas esta semana por Fernando Ulrich, do BPI, os maiores bancos nacionais queimaram desde 2001 cerca de 35,5 mil milhões de euros.

Há várias razões que explicam esta tragédia, mas os erros próprios dos banqueiros que acumularam salários e prémios milionários, acima dos melhores futebolistas do campeonato português de futebol, e que garantiram ainda reformas pornográficas, que continuam a receber e com direito a continuar a auferir, mesmo que os bancos se afundem, são os principais culpados.

Olhando com a distância do tempo e dos resultados para a gestão dos anos loucos (até ao resgate da troika), a maioria dos banqueiros de elite não passou de extraordinários gestores de influências que acumularam fortuna, sem nenhum mérito particular, além do facto de terem conquistado o naco de poder fundamental nos bancos. E o conluio entre essa elite e o poder político foi o fator que conduziu este país ao abismo.

A conta da orgia
O dinheiro barato permitido pela adesão ao euro criou uma orgia de dívidas no Estado e na Economia. A especulação e o betão floresceram. Agora, acionistas da banca, bancários e contribuintes pagam a conta.
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