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Armando Esteves Pereira

O défice e os truques

O truque do perdão fiscal resultou e garantiu mais de 500 milhões.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 28 de Janeiro de 2017 às 00:33
Aparentemente o Governo fez uma boa figura com as contas do défice de 2016. O truque do perdão fiscal resultou e garantiu mais de 500 milhões de euros. O congelamento de despesas e os gastos adiados nos últimos meses do ano passado também travaram as contas no lado da despesa.

Isso ajuda a explicar porque é que os parceiros do Eurogrupo deixaram recados a Mário Centeno e os mercados continuaram a exigir juros altíssimos a este país, com um prémio de risco penalizador. É que as operações cosméticas já não convencem quem está atento ao desempenho da economia e das finanças públicas de Portugal.

Para lá dos números da execução orçamental, persistem outros dados a atormentar o País: elevado endividamento, longa estagnação económica e um sério problema com as imparidades da banca. Ainda falta concretizar o plano integral de capitalização da Caixa Geral de Depósitos e há a batata quente do Novo Banco, que arrisca a passar de mãos, sem o retorno dos 4,9 mil milhões lá investidos na resolução.

Contribuintes heróis
Os heróis da redução do défice são os contribuintes, quer os particulares, quer as empresas, que em média por dia, entregaram quase 110 milhões de euros ao Estado. Mais de 4,5 milhões por hora.
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