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Armando Esteves Pereira

O pico do ciclo

SE o PIB baixar para ritmo muito inferior a 3% haverá problemas.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 7 de Outubro de 2017 às 00:31
António Costa soube aproveitar, com suprema mestria, o ciclo económico. A vitória eleitoral do PS nas autárquicas acontece quando a economia atinge o pico. E isso traduz-se em mais dinheiro no bolso das famílias e mais confiança dos particulares e das empresas.

Obviamente que este clima favorece o partido do governo. Mas as projeções do Banco de Portugal apontam para um abrandamento. Ainda nada de preocupante e não será a economia a retirar a vitória em legislativas até 2019 a António Costa .

O problema é que se o país não mantém o ritmo dos primeiros trimestres, com o PIB a acelerar ao ritmo de 3%, irá sofrer algum ajustamento a médio prazo, até porque do lado da despesa pública há sinais de pressão, com aumento de funcionários e das reformas (parte delas subsidiadas com dinheiro do Orçamento do Estado) e alívio fiscal.

Os sinais do orçamento do Estado a apresentar na próxima sexta-feira, 13, apontam para um ganho de rendimento das famílias no IRS. É uma boa notícia. Oxalá esse alívio seja permanente.
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