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Armando Esteves Pereira

O primeiro dia

Há uma tentativa de retoma, mas a nível económico estamos no início.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 19 de Maio de 2020 às 00:31
Ontem foi o primeiro dia da segunda etapa do regresso à normalidade possível. Finalmente abriram cafés e restaurantes, alguns alunos voltaram à escola , mais lojas foram autorizadas a vender os seus produtos. E em alguns lares foi possível a algumas pessoas voltarem a ver olhos nos olhos, sem a intermediação de um telemóvel, os seus familiares.

Mas este regresso lento lembra-nos de que a retoma de uma vida normal como a que tínhamos até ao início de março vai ser difícil. Muitos negócios abrem e têm de fazer mais contas para saber se vale a pena continuar.

Há uma tentativa de retoma da vida, mas a nível económico estamos ainda no início da crise. A nível social já assistimos a longas e tristes filas da fome junto de instituições sociais, mas à medida que for acabando a rede do Estado, que com o layoff e outros subsídios assegura a subsistência de milhões de pessoas, o drama vai ser maior. A dimensão da crise também dependerá da resposta europeia, já que Portugal e os outros estados, impedidos de imprimir dinheiro, não conseguem dar uma resposta adequada sozinhos. Este vírus não ameaçou apenas a nossa saúde, alterou a nossa vida.
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