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Armando Esteves Pereira

O dinheiro dos outros

A ministra das Finanças tem razões para se sentir feliz.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 22 de Março de 2015 às 00:30

A ministra das Finanças tem razões para se sentir feliz com a descida das taxas de juro e pode agradecer ao BCE a disponibilidade que o Estado tem em conseguir crédito abundante e barato, quatro anos após os credores terem forçado um resgate a taxas usurárias. Mas entusiasmou-se e exagerou ao dizer que o Estado tinha os cofres cheios.

Deu oportunidade a António Costa de capitalizar uma das respostas políticas mais felizes com o contraponto dos "bolsos vazios" dos portugueses. Não se deve festejar quando o dinheiro que existe nos cofres é dos outros. A dívida pública ultrapassa Nelson Évora nos saltos e bate recordes sucessivos.

A dívida pública portuguesa registou uma subida de 6,6 mil milhões de euros em janeiro deste ano face a dezembro de 2014, fixando-se em 231 mil milhões de euros, revelou o Banco de Portugal. A almofada do BCE não é eterna e este monstro continuará a provocar limitações à independência do País.

Todos os contribuintes merecem tratamento VIP. O Fisco é a principal máquina coerciva do Estado e por isso exige-se rigor e isenção.

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